1º Encontro "Ferrari em Portugal"
Caramulo, dia 11 de Dezembro de 2011



O site "Ferrari em Portugal" surgiu da vontade de criar alguma investigação sobre o tema da presença da Ferrari no nosso país. Iniciou-se com a escrita de artigos sobre a presença da Ferrari no Circuito Internacional de Vila Real no site Sportscar Portugal, tendo-se autonomizado, a partir de determinada altura, através da criação do blog "Ferrari em Portugal". Desde ai, e sem ser a minha actividade principal, muito longe disso, tenho tentado completar o registo dos automóveis Ferrari que competiram em Portugal, pilotados por portugueses e estrangeiros, bem como por pilotos portugueses a nível internacional, dando uma natural preferência aos modelos de competição, afinal de contas aqueles que forjaram a imagem e a tradição da Ferrari.
Aproveitando a capacidade comunicacional e de integração das redes sociais, decidi criar um grupo no Facebook que, com a designação "Ferrari em Portugal", tem desde há cerca de um ano, sido um espaço de tertúlia, de troca de opiniões, experiências, conhecimentos, fotos e documentos, que muito tem enriquecido o próprio site, e tem sido fonte não só de informação mas sobretudo, e o que mais importa, de conhecimento.
Este é um grupo em grande medida composto por entusiastas, a vários níveis, da Ferrari, não pretendendo ter como preocupação primeira a de ser constituído por proprietários de automóveis Ferrari. Para nós o conhecimento da marca, ou a preocupação em conhecer, é um valor primeiro de qualquer apaixonado que se preze. O valor da propriedade em si, embora nos deixasse concerteza muito felizes, não é em si e só por si um valor fundamental, é complementar.
Mas apesar da eficácia do meio, nada substitui a riqueza de um encontro pessoal, e dai a ideia, fomentada por uma grande parte dos membros do grupo, de organizar um encontro. A partir daí foi crescente o interesse de muitos dos membros em participar, para além de outras pessoas que fora das redes sociais se associaram à ideia.
A ideia foi recebida com grande entusiasmo por João Lacerda que, desde logo, nos convidou para o "seu" Museu do Caramulo, local onde se respira, para além do ar puro, cultura, concretizada quer na exposição de arte quer na de veículos motorizados.
A localização geográfica central e o facto de os membros do grupo terem origens diversificadas e equilibradas geograficamente, contribuíram para acharmos que estava escolhido o sitio deste 1º Encontro.

Um dos principais propósitos, senão o principal, deste encontro foi o de proporcionar a alguns dos membros se conhecerem pessoalmente, complementado com o facto de poderem, através da partilha e da consulta de documentos e fotografias no local, aumentar o conhecimento sobre a existência da marca em Portugal. Eu e o "Ferrari em Portugal" ficamos concerteza mais enriquecidos e motivados após este encontro, sobretudo por verificar que a preocupação pelo conhecimento do tema e pela sua compreensão são verdadeiramente entusiasmantes e encorajadores.

Neste 1º encontro tivemos o privilégio de contar com a presença do antigo piloto Carlos Gaspar, um nome que dispensa apresentações, e que nos ajudou a perceber alguns detalhes da sua participação, em 1966 e 1967, ao volante de um Ferrari 275 GTB/C, o único da marca italiana que pilotou ao longo da sua carreira, para além de apelarmos às memórias do seu pai, João Gaspar, o 1º importador da Ferrari para o nosso país.
Claro que, e aproveitando o facto de termos feito uma apresentação de um filme sobre as corridas de Vila Real de entre os anos 1967 e 1973, se falou das suas participações ao volante de automóveis de outras marcas, mas afinal a nossa paixão pelas corridas de automóveis precede aquela que nutrimos pela Ferrari, uma evolução lógica....
Quero agradecer a todos os participantes por terem feito uma deslocação até ao Caramulo, nalguns casos tendo que efectuar centenas de quilómetros para estarem presentes, e contribuindo para que este encontro correspondesse em grande parte às expectativas iniciais. Muito terá ficado por falar, mas concerteza que num próximo encontro teremos a oportunidade de continuar as nossas conversas ou, quem sabe, numa qualquer corrida de automóveis, talvez em Vila Real...
Claro que num próximo encontro, tentaremos criar novos pólos de interesse. Ideias já existem, vamos esperar que tudo se concilie para que se possa concretizar.

Obrigado a todos os participantes neste encontro e um agradecimento muito especial ao João Lacerda, pelo empenho, entusiasmo e dedicação na organização do mesmo. Ao Vítor Sousa por me ter proporcionado uma inesquecível viagem até ao Caramulo no seu estimado Ferrari Testarossa, o meu muito obrigado.

Manuel Taboada



À entrada do restaurante "Montanha", ponto de encontro inicial deste encontro, estavam expostos algumas fotos, objectos e documentos que fazem a história da Ferrari em Portugal.
(Foto: Jorge Silva)



Fotos e documentos históricos que ilustram e esclarecem momentos da vida de alguns dos automóveis Ferrari que competiram em Portugal.
(Foto: Jorge Silva)



Registo de propriedade do 166MM #0056M, bem como algumas ferramentas originais dos modelos Ferrari da época.
(Foto: Andy Charepe)


Objectos que nos remeteram para uma viagem no tempo, para algumas das épocas mais brilhantes da história das corridas de automóveis.
(Foto: Andy Charepe)

Os participantes neste encontro iam chegando ao Caramulo. De paragens mais próximas até às mais longínquas (do Alentejo ao Algarve),  foi surpreendente a adesão.
Não querendo aqui particularizar ninguém, fica a sensação de que todos os presentes foram importantes, não só pelo simples facto de estarem presentes, como também pelo entusiasmo que todos, sem excepção, emprestaram ao evento.
As conversas iam fluindo, aproveitando-se a ocasião para conferir os documentos que foram disponibilizados para consulta, nalguns casos trazidos por alguns dos participantes, o que motivou uma enriquecedora troca de impressões acerca de alguns dos Ferrari que fizeram a história do nosso automobilismo.
(Foto: Andy Charepe)




Entre os muitos documentos que retratam a história de alguns dos mais notados Ferrari que competiram em Portugal, está esta cópia do livrete do Ferrari 250 GT #2035GT...


A oportunidade de rever alguns regulamentos de épocas passadas, onde o automóvel e o seu valor intrínseco, e o piloto e as suas qualidades, determinavam o resultado das corridas.
(Foto: Manuel Taboada)



Entretanto um agradável almoço iniciou-se, aproveitando-se para estabelecer grupos temáticos de tertúlia por cada mesa ocupada.
(Foto: Andy Charepe)


Foram diferentes as gerações presentes e as diversas formas de se viver a Ferrari. Afinal sempre são 64 anos de actividades da mítica marca de Maranello.
(Foto: Andy Charepe)

Mais do que monopolizarmos o interesse com um tema que gerasse uma discussão única, uma das vantagens da colocação dos membros por mesas separadas, foi a de criarmos várias tertúlias. Se numa mesa se discutia as aventuras dos Ferrari 166MM #0040M e #0056M, noutra podia falar-se sobre as qualidades actuais de pilotagem de Filipe Massa ou mesmo sobre as diferenças entre os GT dos anos setenta, com motor à frente e curriculum desportivo, e os de motor central traseiro sem histórico de competição...
(Foto: Andy Charepe)



Numa marca como a Ferrari são sempre inesgotavéis as histórias acerca dos automóveis, dos pilotos e das corridas que ao longo dos últimos anos sempre preencheram, e espero que continuem a preencher, o imaginário de um apaixonado. Uma das características que fazem a marca italiana única é que qualquer conversa sobre este tema não se faz unicamente evocando o passado, mas também, e sobretudo, o presente, pois a Ferrari mantém uma aposta  perene nas competições automobilisticas internacionais.
(Foto: Andy Charepe)

Tempo para iniciar o visionamento de um filme sobre as corridas de Vila Real entre 1967 e 1973, captadas na época pelo meu pai, António Cândido Taboada. Carlos Gaspar, que em 1966 e 1967 pilotou um Ferrari, no caso o 275 GTB/C #9035GT (ver aqui o registo deste modelo), pôde, através destas imagens, recordar alguns dos momentos únicos vividos na pista transmontana....mesmo que não ao volante de automóveis de Maranello.
(Foto: Andy Charepe)

Aqui Carlos Gaspar (no automóvel vermelho...) adianta-se na partida da edição de 1968 do Circuito de Vila Real ao Ferrari 412P (verde...) de David Piper....
Pode consultar aqui mais sobre este automóvel.


Durante o visionamento foram constantes as emoções transmitidas por algumas das passagens do filme: da identificação de pilotos, a automóveis e locais que fazem do Circuito de Vila Real a "Terra Prometida" do adepto de corridas de automóveis.
O fascínio pelo Circuito de Vila Real mantém-se inalterado.
(Foto: Andy Charepe)


Se no interior do restaurante a paixão se manifestava pelas palavras, no exterior um 348 TB e um Testarossa eram as paixões personificadas em automóveis de excepção, de dois felizes proprietários que conjugam perfeitamente a posse com o conhecimento da marca.
(Foto: Manuel Taboada)

Ao fundo o Museu do Caramulo. Neste espaço prosseguia o programa estabelecido para este encontro com a visita ao local onde está instalada uma parte da colecção.
(Foto: Jorge Silva)



João Lacerda, ao centro na foto, fez uma introdução ao espírito e às características fundamentais do Museu do Caramulo, enquadrando-as com a vontade dos seus fundadores, Abel de Lacerda e João de Lacerda.
(Foto: Andy Charepe)

Nem só de automóveis viveu este encontro, existiu tempo para apreciar a magnífica colecção de arte do Museu. Afinal, existe na própria compreensão da Ferrari uma dimensão cultural que lhe está subjacente, através da actividade criativa que está implícita na criação de cada automóvel de Maranello. Neste espaço, mandado construir por Abel de Lacerda, estão reunidos objectos de arte constituídos por cerca de quinhentas peças de pintura, escultura, mobiliário, cerâmica e tapeçarias.
(Foto: Manuel Taboada)


A colecção de brinquedos. Os Corgy, Dinky, Solido, entre outros..., oportunidade de rever alguns dos que fizeram, e espero que continuem a fazer, as nossas delícias...
(Foto: Manuel Taboada)

Na colecção de automóveis do Museu do Caramulo, cujo edifício foi mandado erigir por João de Lacerda, estava à espera para ser apreciado pelo grupo, o Ferrari 195 Inter #0103S. O 32º Ferrari desenhado pela Vignale, e que ocupou algum do tempo desta visita... 
Um automóvel que foi apresentado pela primeira vez no Salão de Bruxelas de 1951, embora as suas primeiras aparições surjam no segundo semestre de 1950. Derivava, ao nível de châssi, do 166 Inter (o primeiro verdadeiro Ferrari de Grande Turismo), que existiu em versões de 2420mm e 2500mm, sendo esta última a dimensão utilizada no 195. Este automóvel teve carroçarias desenhadas por Vignale, Touring e Ghia, para além de um único exemplar desenhado pela Ghia S.A. (Suiça), executado também por Giovanni Michelotti.
Franco Cornachia, o concessionário Ferrari de Milão, obteve um primeiro prémio no Concurso de Elegância de Viareggio, para o 195 Inter, numa versão Vignale de cor preta.
Neste desenho de Michelotti para a Vignale, notam-se certos pormenores idênticos aos usados para o 166 Inter Vignale, como sejam o capôt motor com inclinação para a frente, e uma original entrada de ar à frente, conseguida pelo rebaixamento da superfície frontal. O #0103S, assim como outros oito exemplares do 195 Inter Vignale, receberam carroçarias com alguns pormenores estilísticos particulares, como seja a ligação do tejadilho com a mala, num plano muito ligeiramente "quebrado" (como se pode verificar nesta foto), que transmite uma aparência mais "pesada" ao conjunto, sensação reforçada pela curva descrita pelos guarda-lamas por cima das rodas traseiras.
O surgimento do seu sucessor, o 212 Inter, logo em 1951 (este 212 Inter foi logo anunciado no Salão de Bruxelas de 1951!), fez com que o 195 Inter fosse produzido em apenas vinte e cinco exemplares.
Foi a partir de 1948 que a Ferrari iniciou uma nova forma de numeração (com quatro digitos) com o #0002M. A série "Stradale" teve início com os Allemano Spider e Coupé  e Touring Coupé, respectivamente o #001S, #003S e #005S. A partir deste último, a designação dos automóveis de estrada passou a ser Inter, o que na época criou alguma confusão com os "I" dos Spider Corsa. No entanto, estes tinham esta referência devido à "Formula Internazionale", uma categoria criada na época para carros de Sport de 2 litros. A aplicação da designação Inter para os "Stradale" mantém-se um mistério...
(Foto: Andy Charepe)


O símbolo deste Ferrari, um dos três diferentes (diferenciados pelas dimensões) que foram utilizados pela Vignale, e que tinham um elemento comum, a representação da Torre Antonelliana de Turim...
A inscrição T.51 designa o ano em que o automóvel foi construído, no entanto eram poucos os Ferrari Vignale que tinham esta inscrição.
(Foto: Jorge Silva)


O motor. A 4ª geração na árvore geneológica dos motores Ferrari. É um V12 a 60 graus, com uma cilindrada total de 2341cc (195 cc por cilindro) numa sucessiva progressão do motor baseado no inicial projectado por Gioachino Colombo. Na versão criada para a competição, o aumento da  potência foi de 140 para 170 CV.
Esta versão de estrada do 2,3 litros, difere do anterior 166 somente no diâmetro dos cilindros (65mm), isto para além da taxa de compressão que foi reduzida de 8 para 7,5:1, através da utilização de novas culassas e um carburador Weber 36 DCF que substituiu o anterior de 32mm (operação efectuada em alguns exemplares). No entanto, a montagem de três carburadores de duplo corpo surgia como uma possível opção. Com o equipamento standard, a potência era de aproximadamente 135 CV às 6000 rpm (nesta versão Inter).
A caixa de velocidades tem cinco relações (mais marcha atrás) e a suspensão recorre ao uso de molas de lâminas à frente e atrás e aos amortecedores Houdaille hidráulicos, solução idêntica à usada no 166 Inter.
Um automóvel que, embora não tivesse à partida uma vocação desportiva, foi utilizado por alguns dos seus proprietários em competições. Se a nível internacional, foi Roy Clarkson quem utilizou um 195 Inter, o #0123S,  pela primeira vez em competições desportivas, a nível nacional, foi Hermano Areias que em 1953 utilizou o #0103S, no Campeonato de Arranques do Clube 100 à Hora, tendo-se classificado em 4º lugar (prova disputada a 8 de Março na Avenida de Ceuta em Lisboa). Atrás outros três Ferrari, o 225S #0200ED de Joaquim Filipe Nogueira, o 225S #0180ET de Jorge Seixas e o 166MM #0040M de Leão José Azavey Teixeira.
(Foto: Andy Charepe)


Perante o olhar atento dos participantes, Tiago Patrício Gouveia desvendava alguns dos detalhes do restauro de que este Ferrari foi alvo em 1998 pelo especialista suíço Philipe Rochat. O 195 foi transportado num atrelado conduzido pelo próprio João Lacerda e pelo Tiago Patrício Gouveia até à fronteira suíça, altura em que foi colocado no chão e entrou nesse pais pelos seus próprios meios. A viagem de volta foi feita no Ferrari por estrada....
Curiosamente, recebi de Marcel Massini, considerado por muitos um dos maiores especialistas da história da Ferrari e particularmente dos modelos Vignale, um mail a propósito de um dos temas mais falados à volta deste modelo, a sua cor original:
"I do not know what the original colors of 0103 S were. For sure it was two tone painted with most probably an ivory or off-white roof. But I do not know what the main color was. Normally, once the paint is removed from the car, somewhere in a little corner, perhaps under the dashboard or in the door, small remains and traces of the old color can be found. As you know this car was pictured in the 1951 Ferrari Yearbook but it is a black white photo only, showing the vehicle in the back of Joao Gaspar's garage."
Esta versão de Marcel Massini é em quase tudo idêntica às opções tomadas pelo Museu no restauro ao nível da pintura deste Ferrari, o que prova o cuidado e rigor com que tudo é executado neste espaço.
(Foto: Andy Charepe)



Surgiu também a oportunidade de apreciar um modelo que todos os apaixonados pela Ferrari e pelos automóveis desportivos adoram. Foi à época, o automóvel de grande turismo que melhor personificava, mais do que o ideal Ferrari, o carro de corridas por excelência. O mito deste automóvel permanece, pois este modelo é uma espécie de seguidor da qualidade e da filosofia do desenho renascentista italiano: este Ferrari concilia a tecnologia com a essência do Homem. O F40!
(Foto: Andy Charepe)


Ainda houve tempo para admirar um 400i, um Ferrari que, ao contrário de alguma opinião publicada, é bem querido entre o meio "Ferrarista".
(Foto: Andy Charepe)



Entretanto, já o dia ia longo, tudo pareceu ter passado demasiado depressa, apagou-se a luz deste 1º encontro. Foi fantástico estar no Caramulo e é grande a vontade de lá voltar. O Caramulo Motorfestival é já em Setembro!
Até ao próximo encontro "Ferrari em Portugal"!
(Foto: Andy Charepe)



De volta a casa, a recordação de um dia bem passado...
(Foto: Vitor Sousa)



Manuel Taboada


       (Foto: Jorge Silva)



Alguns testemunhos dos participantes:


"Este evento só existiu porque há uma fantástico dinamizador e historiador Ferrari, como o Manuel Taboada. Obrigado pela iniciativa do Ferrari em Portugal que tive muito gosto de receber cá "em casa".
Abraço a todos."

João Lacerda


"Gostaria de agradecer ao Manuel Taboada e ao João Lacerda por terem sido a força motriz deste encontro magnifico. Para além da conversa, que já se adivinhava interessante ou não fosse o tema dominante apaixonante, foi extremamente enriquecedor perceber as diversas motivações que levam a que cada pessoa se assuma como apaixonada pela Ferrari, dado que, muito embora o fim seja o mesmo, o principio catalisador pode ser extremamente díspar. 
Foi uma experiência extraordinária ter tido a sorte de poder observar as imagens de Vila Real que gentilmente o Manuel Taboada partilhou connosco, são registos únicos de um evento marcante do Automobilismo Português, e a visita ao Museu do Caramulo, com cicerones de luxo, foi o culminar de um dia marcante."

Jorge Girão

"Um restaurante muito acolhedor!!! Ementa a condizer, uns filmes cheios de carros magníficos , 2 excelentes organizadores e participantes espectaculares!!! O que podemos pedir mais?!? Venha o próximo!! Grande abraço a todos!"

Vitor Sousa

"Formidável Encontro. Obrigado Ferrari em Portugal"
Um abraço"

Jorge Silva

"Foi um dia memorável e fantástico em todos os aspectos, quero agradecer a todos a atenção e a partilha, o almoço correu de forma muito salutar com muito dialogo por todas as mesas, a comida e o ambiente do restaurante ajudaram na perfeição.
Fui dos últimos a chegar mas isso já faz parte infelizmente , fiz mais de metade da serra sob um cerrado nevoeiro e valeu lembrar-me da experiência do Walter Rohrl no nevoeiro de Sintra com os óculos escuros….e não é que resulta mesmo?
Quando cheguei finalmente ao restaurante , estava também para entrar o Jorge Girão , feitas as apresentações e falarmos um bocadinho sobre o famoso Sportmotores , decidimos subir um pouco a montanha e voltar para trás só mesmo para abrir ainda mais o apetite, posto isto fomos recebidos com muita simpatia pelo Manuel Taboada e a partir dai o convívio foi cinco estrelas , tive pena de não ter a oportunidade de falar com todos , mas ficará seguramente para outra oportunidade.
Falamos muito de Ferrari como seria de esperar mas também de carros e corridas em geral , trocamos relatos de experiências e fiquei satisfeito por saber que as maneiras mais esquisitas de celebrar ou de demonstrar as nossas frustrações em relação á Ferrari são muito parecidas, desde dos gritos , ao andar de joelhos e rezar no meio de uma sala em frente ao televisor, desde murros no sofá ou no chão, até aos pulos das mais diversas formas, de facto foi alivio para mim saber que existem mais reacções destas e assim poupar uns cobres no psiquiatra mais próximo.
Um grande abraço a todos obrigado pela partilha e pela simpatia, palavras finais para o João Lacerda para o Tiago Patrício Gouveia e Manuel Taboada pela forma como nos receberam e organizaram tudo, fantástico!"

Andy Charepe

"Depois de uma penosa subida á serra no meio de um intenso nevoeiro, vislumbrei duas máquinas de guerra rasteirinhas e logo pensei: D Sebastião deve estar aqui por perto! E lá encontrei o Manuel Taboada mais um grupo de valentes guerreiros, que já tinham conquistado um belo restaurante, quentinho e confortavel, onde retemperá-mos e fisico e nos preparámos para a proxima batalha: o assalto á fortaleza do Caramulo. Afinal não foi preciso grande luta, porque o Rei Lacerda abriu-nos as portas do castelo de par em par, e mostrou-nos todas as maravilhas que lá conserva. Perante tal atitude nenhum guerreiro teve coragem de concretizar o saque, apesar de não faltar vontade... e acabámos todos por nos retirar trazendo apenas a recordação de um dia muito bem passado e fazendo já planos para novas batalhas. Forza Ferrari em Portugal!!!"

António Paiva de Andrada

"Dia 11 de Dezembro
Foi um dia especial
Encontrou-se a rapaziada
Do “Ferrari em Portugal”

Sob a batuta do Manuel
E o João no comer
Pelo menos no papel
Seria a não perder!

Vieram donos e amantes
Desde o Sul até ao Norte
E apesar de ser Inverno
Até no tempo tivemos sorte!

Para mim foi um prazer
Os quilómetros foram tantos
Que passaram a correr
À conversa com o Flávio Santos…

Chegado ao restaurante
Foram os primeiros momentos
Deveras impressionantes
Com as fotos e os documentos.

Entre as apresentações
E os livretes originais
Lá passámos para as mesas
Porque a malta queria mais.

Dou por mim a conversar
Sobre carros, pois então
E a escutar o Paulo Porto
E a sua colecção!

Entre chassis e motores
A maior parte V12
Foi-se passando o tempo
E chegamos à hora do doce

Não tinha muito açúcar
Para não nos fazer mal
A sobremesa era sobre
O Circuito de Vila Real

Que belíssimas imagens
De tempos que já lá vão
Obrigado Manuel
Pela bela projecção.

Passámos à fase seguinte
A visita ao Museu
Algo que faz as delícias
De um “apaixonado” como eu.

Nas ruas do Caramulo
O som ecoa em V
O do branco Testarossa
E o do 348 tb!

Peças de grande valor
Obras de arte de eleição
E a história do claustro
Contada pelo João

Abriram o “apetite”
Para as máquinas ir ver
São tantas que nei sei
Qual delas hei de escolher.

Claro que é tão belo
O vermelho F40
Mas o 400 faz-me voltar
Aos belos anos setenta

Mas a grande discussão
Parecia o Facebook
Foi a volta do 195
E do seu original “look”

Falava-se dos pormenores
Do estilo do Vignale
Das cores, do motor
Deste carro “Speciale”

Por isso só posso dizer
Obrigado ao Taboada
Pela organização
E por toda esta maçada

Obrigado ao Tiago
Que a par com o João
Fizeram do Museu
Uma bela descrição

Ter no primeiro encontro
Uma figura singular
Não é para qualquer grupo
Nós tivemos o Carlos Gaspar!

A todos os que lá estiveram
Um abraço muito forte
E mesmo sendo do Sul
Valeu a pena ir ao Norte!"

José Francisco Correia

"Agradeço a oportunidade, e a disponibilidade de todos, para aumentar os meus conhecimentos, e o meu gosto pelos Ferrari, e pelas corridas 
Grande Abraço, e que 2012 lhes corra como quiserem."

Pedro Bernardo

"Que venha o próximo brevemente!
Muito obrigado."

Ricardo Osório

"Parabéns Manuel pelo evento!! Foi uma tarde muito bem passada na companhia de muitos e bons entusiastas. Venha o próximo!"

Rui Gigante


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II Encontro "Ferrari em Portugal"
11 de Maio de 2013



Depois do sucesso do 1º encontro, que teve lugar no Caramulo a 11 de Dezembro de 2011, decorreu o 2º, agora integrado no 5º Encontro de Clássicos e Desportivos, organizado pelo engº José Miguel Mira. 

Este II Encontro foi aberto aos membros do grupo Ferrari em Portugal do Facebook, e a todos aqueles que a ele se quiseram juntar, proprietários ou não de automóveis Ferrari. 
Desde já os meus agradecimentos ao engº José Miguel Mira e sua família pelo convite que nos endereçou, e pelo apoio e disponibilidade constante que tem demonstrado. Muito obrigado.